Projeto Escola Alerta

I –Designação do Trabalho

 O nosso trabalho intitula-se “Incluir+”, porque acreditamos que as escolas verdadeiramente inclusivas necessitam de uma maior consciência sobre o mundo que as rodeia. Desde sempre ouvimos falar de inclusão, no entanto, continuamos a sentir muitas dificuldades quando, no dia a dia, tentamos interagir com os nossos colegas que têm alguma deficiência e/ou limitação. Por isso, desafiamo-nos a conhecer melhor o mundo da deficiência e assumir o compromisso de contribuir para uma inclusão mais positiva na nossa escola e na comunidade que nos envolve.

II – Objetivos do trabalho

– Sensibilizar e incentivar os alunos a identificar os obstáculos e desafios inerentes à promoção da igualdade de oportunidades, no respeito pelos direitos humanos e, em particular, pelos direitos das pessoas com deficiência.

– Sensibilizar e incentivar os alunos a participar na sinalização e na superação de ações e atitudes discriminatórias de que são alvo as pessoas em geral e, em particular, as pessoas com deficiência.

– Promover a reflexão e a partilha de ideias junto dos alunos, com vista em atitudes mais positivas face à diferença.

– Desenvolver com os alunos trabalhos de sensibilização de combate a situações de discriminação na escola e na sociedade em geral.

III – Metodologia utilizada na realização do trabalho

Para a concretização deste trabalho, fomos orientados pelo Educador Social e apoiados por alguns professores da nossa escola. Em novembro de 2021, o Educador Social falou-nos do projeto e, a partir daí, dinamizamos algumas sessões diversificadas, com o intuito de compreender melhor o tema do nosso projeto. Inicialmente, centramos as nossas discussões e partilhas em torno do Autismo, já que na nossa escola temos alguns colegas com essa problemática. Contudo, ao longo das sessões, fomos também abordando outros aspetos que nos permitiram ter um olhar diferente perante a deficiência. A participação em atividades, nomeadamente a organização da exposição “Modos e Olhares de ver a Diferença”, ajudou-nos a compreender que existem muitas pessoas “famosas e bem-sucedidas” com deficiência, pelo que a sua deficiência não as limitou. A atividade do Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, permitiu-nos fazer uma importante reflexão sobre a necessidade de se continuar a assinalar este dia, bem como de chegar a um maior número de alunos e professores.

As atividades relacionadas com a empatia ajudaram-nos a compreender a perspetiva do outro, numa reflexão profunda e consciente de que o problema da outra pessoa também pode ser o nosso. Traduziu-se numa aprendizagem transversal para a vida, na medida em que o nosso comportamento pode fazer a diferença na vida do outro.

Nas aulas de educação física experienciamos algumas atividades desportivas, com diferentes graus de dificuldade, com o intuito de sentirmos na pele as dificuldades e barreiras sentidas pelas pessoas com deficiência.

A atividade final prendeu-se com a concretização de uma campanha de sensibilização cujo objetivo passou por dignificar a importância do outro na sociedade, independentemente da sua deficiência e/ou limitação, tal como o próprio nome indica “Tu és Tu e a Sociedade precisa de ti!”.

IV – Recursos utilizados

Recursos Humanos

Alunos, Professores e assistentes operacionais.

Recursos Materiais

Durante as atividades do projeto, utilizamos cartolinas, marcadores, computadores, impressora, materiais desportivos, folhas de papel e outros materiais de desgaste cedidos pela nossa escola.

 V – Resultados obtidos (pontos fortes, pontos fracos, como se sentiram os alunos ao participar, avaliação global).

Relativamente aos pontos fortes do nosso trabalho, destacamos:

– o espírito de equipa que desenvolvemos ao longo das atividades do projeto;

– o desenvolvimento de competências pessoais e sociais (escuta ativa, comunicação, relacionamento interpessoal);

– tomada de consciência e a nossa maior sensibilidade para as questões da deficiência;

– o envolvimento de vários alunos e professores no desenvolvimento do projeto;

– a diversidade de atividades.

Em relação aos pontos fracos do nosso trabalho:

– falta de tempo para desenvolver mais atividades;

– questões relacionadas com o covid-19 (faltas de alunos, professores);

– o facto de o términus do projeto ser em abril, pois consideramos que o projeto deveria ser desenvolvido até ao final do ano letivo;

– gostaríamos de ter dinamizado uma atividade com os pais sobre as questões da deficiência e o papel dos mesmos na construção de uma escola verdadeiramente inclusiva.

Contudo, estamos muito satisfeitos em participar no projeto Escola Alerta, pois permitiu-nos adquirir conhecimentos e experienciar coisas sobre as quais não  pensamos muito habitualmente. Por outro lado, acreditamos que conseguimos, de alguma forma, contribuir para a construção de uma escola mais harmoniosa e inclusiva. 

A.F.C. – 5.º ano

Nas duas últimas semanas de aulas, os alunos do 5.º ano fizeram uma exposição de homenagem à Ucrânia.

Nas disciplinas de EV, ET e AM, os alunos fizeram a pomba da paz em cartolinas azuis e amarelas e girassóis.

Na aula de Inglês, foram exploradas palavras relacionadas com a paz, a solidariedade e a amizade.

Cada aluno escolheu uma palavra e escreveu-a na sua pomba.

No átrio da escola, foi exposto um painel com todas as pombas em jeito de voo, que simbolizam as mensagens de esperança que enviamos ao povo ucraniano.

Prof. Isabel Melo e Fernanda Patrício

Tertúlia Dialógica: Conhecer, Acolher e Incluir

No dia 7 de abril, entre as 17h e as 18.30h, na Biblioteca Escolar, decorreu mais um encontro Tertuliano, dialógico, dirigido a pais e encarregados de educação do AESCT, e organizado pelo Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), em parceria com o projeto Includ-ed.

Tendo como base alguns excertos de um artigo de opinião, do Observador, e de um documento da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), em torno das temáticas das migrações e da Paz, os participantes refletiram, escutaram e opinaram, o que resultou numa aprendizagem muito significativa, face às preocupações da comunidade escolar com o atual acolhimento de imigrantes e, no geral, com a construção de climas de paz e harmonia. 

Agradecemos a todos, incluindo aos docentes que também aderiram à ação, a excelente participação, salientando, ainda, a presença de encarregados de educação ucranianos que puderam contar com a tradução síncrona, pela voluntária Filipa Matos e pela professora Carla Paiva, o que enriqueceu esta atividade, no ponto de vista da inclusão e da multiculturalidade.

Atividade EBI B

Trabalhos alusivos à Primavera elaborados pelos alunos do 3.º ano da EBI de Santa Cruz da Trapa.

Os textos foram criados no computador disponibilizado pelo programa Escola Digital.

Histórias da Ajudaris

“Terra bem Fadada”

Os alunos da EB1 de Manhouce estão de parabéns por participarem num dos projetos mais inovadores e emblemáticos da Ajudaris que é o “Histórias da Ajudaris”.

A Ajudaris é uma associação particular de carácter social e humanitário de âmbito nacional, sem fins lucrativos, considerada de utilidade pública. Sem ajudas estatais, desenvolve projetos que visam combater a fome, a pobreza e a exclusão social, através da educação e formação.

A compilação de histórias escritas por jovens autores solidários inclui o texto “Terra bem Fadada”, escrita no pretérito ano letivo pelos alunos João Duarte, Tomás Soares, Gabriel Sebastião, Leonor Dias, Miguel Pinho, Ana Catarina Silva e Sónia Duarte.

Não se esqueçam que está no coração de cada um fazer a diferença!

Alunos e professor da EB1 de Manhouce

Semear a Ciência (2.º período)

Ao longo do segundo período, a Ciência continuou a ser motivo para envolver os alunos do pré-escolar e 1.º ciclo no projeto “Semear a Ciência”, com o apoio dos professores Amílcar Sarmento e Isabel Cardoso.

Aos alunos do pré-escolar foi proposta e dinamizada uma “Corrida de balões”, envolvendo a libertação de um gás na reação do fermento com o vinagre. Descobrimos que o fermento é mais eficaz quando reage com vinagre mais concentrado. Os alunos registaram as suas observações revelando os artistas que são com os seus desenhos e ilustrações.

No jardim de infância de Manhouce, procedeu-se à identificação de amostras de rochas com base em algumas propriedades. Os alunos tiveram oportunidade de observar com a lupa os minerais presentes nas rochas, assim como o resultado dos ensaios.

Na escola básica de Manhouce, desvendaram-se os segredos da corrente elétrica, com a construção de circuitos e a investigação acerca das condições necessárias para haver corrente elétrica.

Para os alunos do 1.º e 2.º anos (tanto da EBI como do Polo de Carvalhais) foram dinamizadas atividades de reconhecimento de algumas propriedades de materiais na sua interação com a água, e lançámos um “foguetão” explorando a impulsão do mesmo através do ar.

No caso das turmas de 3.º ano, explorou-se a mecânica do movimento de corpos, usando alavancas, equilíbrio de forças e roldanas. Exploramos algumas aplicações destes conceitos, descobertos pelo grande cientista grego Arquimedes e ainda tão atuais.

Nas turmas do 4.º ano, foram abordadas as mudanças de estado físico dos materiais, investigando o que lhes acontece quando são arrefecidos ou aquecidos. Ainda neste âmbito, celebrámos o Dia Mundial da Água, descobrindo o ciclo natural da Água e o ciclo urbano, alertando para a necessidade de poupar e preservar este recurso que é essencial para a vida na Terra.

Os responsáveis pelo projeto agradecem todo o apoio, colaboração e interesse manifestado pelos professores e educadores das turmas, assim como o entusiasmo com que sempre somos recebidos pelos alunos.

                                                           Os responsáveis, Amílcar Sarmento e Isabel Cardoso

Visita de Estudo – 2.º Ciclo

No dia 1 de abril, as turmas do segundo ciclo realizaram uma visita de estudo ao Porto, mais concretamente à Fundação de Serralves. As turmas visitaram, de forma guiada, a exposição Ágora do artista plástico Mark Bradford e o Treetop Walk (passadiço na copa das árvores). Os alunos passearam no parque da Fundação, que tem cerca de 18 hectares. Seguidamente, houve o lanche no Parque da Cidade, onde os alunos puderam disfrutar da paisagem e brincar nos extensos campos verdejantes. Toda a viagem foi pautada pela boa disposição e bom comportamento por parte dos alunos.