



No dia 24 de setembro, em Carvalhais, a tradição secular da desfolhada do milho ganhou um novo fôlego com um evento marcante que uniu gerações e celebrou o espírito comunitário.
A convite do popular Sr. Joaquim Agostinho, os alunos do Polo de Carvalhais participaram ativamente na recriação desta prática agrícola ancestral, num dia de convívio e festa.
O evento, que decorreu num ambiente de grande alegria e partilha, teve como principal objetivo transmitir aos mais jovens a importância das tradições rurais e o valor do trabalho em comunidade.
Os alunos do Polo de Carvalhais puseram “mãos à obra”, aprendendo a separar a espiga do milho do “folhelho” (folhas), numa atividade que noutros tempos era um dos pontos altos do calendário agrícola.
A iniciativa contou também com a presença dos idosos dos lares locais, que partilharam as suas memórias e histórias de desfolhadas passadas, num enriquecedor intercâmbio de experiências. Para muitos dos idosos, foi um momento de revisitar o passado e de se sentirem parte ativa da comunidade, enquanto os mais novos absorviam os saberes e a cultura popular.
A vertente cultural e festiva não foi esquecida. A alegria da desfolhada foi complementada com a vibrante atuação de um Rancho Folclórico, que trouxe os ritmos e cantares tradicionais para a eira. Houve ainda o entusiasmo da descoberta do “milho-rei”, a espiga vermelha, que, segundo a tradição, dá o direito de abraçar quem se quiser.
No final do trabalho e da festa, todos os participantes foram brindados com um generoso lanche, um momento de confraternização que selou o sucesso do evento. O Sr. Joaquim Agostinho expressou a sua satisfação pela adesão dos jovens e da comunidade, sublinhando a importância de manter vivas estas tradições que são a “alma da nossa terra”.
A desfolhada de Carvalhais provou ser muito mais do que um trabalho agrícola, afirmando-se como um forte elo de ligação entre o passado e o futuro da comunidade.